{"id":90,"date":"2019-12-26T17:22:03","date_gmt":"2019-12-26T17:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/acsclinica.com.br\/blog\/?p=90"},"modified":"2019-12-26T17:22:03","modified_gmt":"2019-12-26T17:22:03","slug":"por-que-algumas-pessoas-ficam-mais-tristes-no-fim-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acsclinica.com.br\/blog\/2019\/12\/26\/por-que-algumas-pessoas-ficam-mais-tristes-no-fim-do-ano\/","title":{"rendered":"Por que algumas pessoas ficam mais tristes no fim do ano?"},"content":{"rendered":"<p>A tristeza nessa \u00e9poca ocorre por diversos fatores: lembran\u00e7as de acontecimentos tristes, perda de algum ente querido, estar sozinho, entre outro<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-91 alignleft\" src=\"https:\/\/acsclinica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tristeza-de-fim-de-ano-post-4-624x403-300x194.jpg\" alt=\"\" width=\"401\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/acsclinica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tristeza-de-fim-de-ano-post-4-624x403-300x194.jpg 300w, https:\/\/acsclinica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tristeza-de-fim-de-ano-post-4-624x403.jpg 624w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 85vw, 401px\" \/>s.<\/p>\n<ul>\n<li>Por ser uma data que traz reflex\u00f5es e, de certa forma, cobra mudan\u00e7as, dependendo do hist\u00f3rico da pessoa, ela n\u00e3o vai gostar disto.<\/li>\n<li>Al\u00e9m do tempo, o esfor\u00e7o pessoal pode ajudar a passar por estes dias mais alegres, como estar com pessoas que voc\u00ea goste.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Enquanto muita gente aguarda ansiosamente a chegada das festividades de fim de ano, h\u00e1 quem que n\u00e3o suporta o per\u00edodo entre o fim do ano e o ano novo. Muitas pessoas sentem uma tristeza, uma ang\u00fastia, por vezes acompanhada de desmotiva\u00e7\u00e3o, falta de interesse e vontade em fazer qualquer coisa. Mas por que isso acontece? Para Henrique Bottura, psiquiatra e colaborador do ambulat\u00f3rio de impulsividade do IPq do HC-FMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo), existem alguns fatores que podem estar associados a esse tipo de manifesta\u00e7\u00e3o, como problemas financeiros, estresse de fim de ano e sobrecarga na organiza\u00e7\u00e3o das festas<\/p>\n<p>Ele diz, no entanto, que no per\u00edodo de festas temos um momento em que tendemos a olhar para dentro de n\u00f3s para reavaliarmos o nosso ano, a nossa vida e as nossas rela\u00e7\u00f5es. &#8220;A\u00ed, nos defrontamos com quest\u00f5es das quais muitas vezes fugimos ao longo do ano: as mem\u00f3rias das dores vividas, os lutos das perdas, as decep\u00e7\u00f5es nos relacionamentos familiares, os conflitos, etc. \u00c0s vezes as mem\u00f3rias de per\u00edodos felizes que n\u00e3o voltam mais e esse movimento pode alterar o nosso estado afetivo transitoriamente&#8221;, explica&#8230;.<\/p>\n<p>Tiago Ravanello, psic\u00f3logo e professor associado da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, explica que a mudan\u00e7a de ano \u00e9 carregada de valores simb\u00f3licos que implicam num sentido amplificado de renova\u00e7\u00e3o e recome\u00e7o e, justamente por isso, tamb\u00e9m de avalia\u00e7\u00e3o e rememora\u00e7\u00e3o dos passos dados at\u00e9 o momento. Para muitos, isso significa a esperan\u00e7a de mudan\u00e7a ou a continuidade de planos que poder\u00e3o vir a serem realizados, mesmo que de forma imperfeita ou com idas e vindas. &#8220;Mas, para outros, duas narrativas muito comuns acabam trazendo sentimentos de ang\u00fastia e sofrimento: seja pela necessidade de rememora\u00e7\u00e3o de perdas ou experi\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o as seja pela necessidade de rememora\u00e7\u00e3o de perdas ou experi\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o as quais tentamos operar um certo esquecimento, seja pelo enfrentamento dos limites da nossa esperan\u00e7a&#8221;, completa Ravanello. Bottura diz que o que percebe na pr\u00e1tica cl\u00ednica \u00e9 que as pessoas mais solit\u00e1rias, por exemplo, as que vivenciam res\u00edduos do luto, assim como as que t\u00eam lembran\u00e7as negativas desse per\u00edodo por quest\u00f5es de conflitos familiares, tendem a sofrer mais nesta \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p>Como mudar a chave? De acordo com Bottura, depende da causa que deixa a pessoa triste. &#8220;Nas tristezas de fim de ano relacionadas ao luto existem aspectos relacionados ao tempo e a atitude frente a perda. Quando recente, \u00e9 natural que exista sentimento de tristeza e dor, cabendo ao tempo a cicatriza\u00e7\u00e3o da dor da alma&#8221; explica. Segundo o m\u00e9dico, algumas pessoas t\u00eam dificuldade de elaborar, assimilar e aceitar a perda, prolongando mais esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, buscar aceita\u00e7\u00e3o da perda \u00e9 a melhor forma de permitir que o organismo assimile e deixe de sofrer. &#8220;Como Natal \u00e9 o per\u00edodo em que as pessoas que se amam buscam estar juntas, aqueles que n\u00e3o mais est\u00e3o aqui fazem mais falta, ativando sentimento de tristeza relacionado a perda&#8221; analisa Bottura.<\/p>\n<p>J\u00e1 quando se deve a fatores relacionados a conflitos ou mem\u00f3rias doloridas desse per\u00edodo em outras fases da vida, as solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais complexas. O m\u00e9dico recomenda estar com quem se gosta de verdade e n\u00e3o ter atitude vitimada frente as dores.<\/p>\n<p>Ravanello analisa que quando escutamos um certo discurso comum de novidade ou de mudan\u00e7a no &#8220;ano que ir\u00e1 nascer&#8221;, uma grande parcela de nossos afetos se volta a tudo aquilo que n\u00e3o pode ser deixado para tr\u00e1s: ou porque temos receio de que as transforma\u00e7\u00f5es porvir nos levem \u00e0 perda daquilo que mais amamos (e isso \u00e9 um sentimento fugidio que, na maior parte do tempo, evitamos pensar), ou porque a mudan\u00e7a nos recorda que se faz necess\u00e1rio fechar um balan\u00e7o e encarar o que j\u00e1 se perdeu.<\/p>\n<p>&#8220;Geralmente quando nos deparamos com situa\u00e7\u00f5es que envolvem ang\u00fastia ou ansiedade, temos a tend\u00eancia a buscar formas de sa\u00edda ou evita\u00e7\u00e3o do sofrimento que essas experi\u00eancias causam&#8221;, explica o professor. Por outro lado, ele complementa, n\u00e3o podemos deixar de lembrar um aprendizado muito dif\u00edcil, mas tamb\u00e9m muito efetivo, que costuma ocorrer nos atendimentos psicol\u00f3gicos: os sofrimentos ensinam, mas \u00e9 necess\u00e1rio ousadia\u00a0para conseguir escut\u00e1-los.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse sentido, sugiro n\u00e3o ceder ao impulso de evita\u00e7\u00e3o da ansiedade, mas sim, ao contr\u00e1rio disso, permitir-se o questionamento&#8221;, comenta Ravanello, que cita o psicanalista franc\u00eas Jacques Lacan: &#8220;a ang\u00fastia \u00e9 um afeto que n\u00e3o engana&#8221;. Seguir seus passos pode nos levar a um encontro com dimens\u00f5es muito importantes de nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria ou, at\u00e9 mesmo, a nos reconciliar de algum modo com nossas faltas.<\/p>\n<p>Fonte: Uol Viver Bem<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tristeza nessa \u00e9poca ocorre por diversos fatores: lembran\u00e7as de acontecimentos tristes, perda de algum ente querido, estar sozinho, entre outros. Por ser uma data que traz reflex\u00f5es e, de certa forma, cobra mudan\u00e7as, dependendo do hist\u00f3rico da pessoa, ela n\u00e3o vai gostar disto. 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